Como se reconhece
O inventário existe. Os envios acontecem no prazo. Ninguém compara o que foi enviado com o que está na base de origem.
Sinal concreto: quando chega uma glosa, a equipe descobre o erro pela glosa, não antes dela.
Por que isso importa
Aceito não quer dizer correto. A ANS explicita essa diferença no próprio material do DIOPS: mesmo com o arquivo em situação de aceito e validado, as inconsistências apontadas depois precisam ser tratadas pela operadora, com correção e retificação do envio (ANS, DIOPS-XML, 2026).
O mesmo vale no outro sentido. A ANS mantém um programa específico, o Monitora TISS, porque a validação dos dados assistenciais e financeiros enviados pelas operadoras identifica inconsistências com frequência (ANS, 2026).
O passo
Escolha um envio e uma competência fechada. Extraia da base de origem os mesmos registros daquela competência. Compare contagem, soma de valores e campos de identificação.
Não tente conferir tudo. Um envio, um mês.
Tamanho do passo. De dois a cinco dias, dependendo de quão acessível é a extração da base de origem.
O que existe ao concluir
Um número. A organização deixa de dizer que os dados estão bons e passa a dizer quanto do enviado bate com a origem.
O que vem depois
Com os achados em mãos, o passo seguinte é classificá-los por tipo, no nível 2. É também o nível que o método de Diagnóstico de Qualidade de Dados TISS, planejado pela Nexis, vai trabalhar.